Piscina Natural

Piscinas naturais

Piscinas naturais
Escrito por Alexandre Souza

Mergulhar numa piscina num dia de calor é ótimo. Mas aí vem a lembrança do cloro, da pele e do cabelo ressecados, e a empolgação diminui. A boa notícia é que existe uma alternativa sem cloro: as piscinas naturais.

Também chamadas de piscinas ecológicas ou biológicas, elas reproduzem o que acontece na natureza. Ou seja, quem faz a limpeza da água são as plantas e as bactérias. A tendência surgiu na Europa nos anos 1970 e ganha cada vez mais adeptos.

Como funcionam as piscinas naturais

Não basta jogar plantas e pedras numa piscina comum para que ela vire natural. Na verdade, é preciso um sistema pensado para isso.

Primeiro, faz-se a impermeabilização do fundo. Em seguida, a área se divide em duas partes:

  • Área de banho: onde as pessoas nadam.
  • Zona de regeneração: com pedras, areia e plantas, que filtram e limpam a água.

As plantas liberam oxigênio pela fotossíntese e retêm impurezas. Assim, o sistema imita o que acontece num lago natural.

Atenção: nem toda planta serve. Em geral, usam-se plantas flutuantes e de margem, como aguapé, elódea, lentilha-d’água e taboa. Mesmo assim, cada projeto pede plantas específicas, por isso a orientação de um especialista é fundamental.

Filtros para piscinas naturais

Na foto, um projeto com filtro para lagos da Kallina.

Além disso, a piscina natural forma um ecossistema que muda com o tempo e pode atrair insetos e pequenos animais. Eles, porém, ficam na zona de regeneração, porque a área de banho não os atrai. Por isso, as duas áreas devem ser separadas por uma tela: elas se conectam, mas não se misturam.

Vantagens da piscina natural

  • Sem produtos químicos: é mais sustentável e não resseca a pele nem o cabelo.
  • Contato com a natureza: nadar numa piscina natural é uma experiência diferente.
  • Mais tranquilidade com os pets: como a água não tem cloro, você não precisa se preocupar se o cachorro beber um pouco.
  • Manutenção simples: com a água bem oxigenada e as plantas saudáveis, o próprio ecossistema mantém a água equilibrada.

Como manter a piscina natural

A rotina é simples. Basicamente, retire folhas mortas e restos de plantas. Além disso, aspire o fundo uma ou duas vezes por mês, para evitar acúmulo de sedimentos.

Os desafios

Nem tudo são flores, claro. Em primeiro lugar, as plantas levam até um mês para se adaptar e o sistema funcionar bem. Além disso, a água não fica com aquele azul intenso das piscinas com cloro.

Espaço e mão de obra especializada

Antes de decidir, confira dois pontos. Primeiro, se há espaço suficiente, lembrando da zona de regeneração. Segundo, se você vai contar com mão de obra especializada para construir.

Prepare-se também para um investimento inicial mais alto que o de uma piscina comum. Por outro lado, a manutenção mais barata pode compensar com o tempo. Então, faça as contas e pese os prós e contras.

Agora, se a piscina natural não couber no seu projeto, que tal uma piscina com cascata de pedra? Ela também refresca, relaxa e traz um pouco de verde para junto do azul. Quer conversar sobre o seu projeto? Fale com a gente no WhatsApp.