O filtro no lago é uma das peças mais importantes de qualquer lago, seja um viveiro de peixes ou um lago simples de jardim. Existem filtros de vários tipos, preços e níveis de complexidade.
Antes de escolher o modelo, porém, vale pensar na circulação da água. Em lagos sinuosos, por exemplo, ela define o sucesso do projeto.
Onde instalar o filtro
O filtro pode ficar dentro ou fora do lago, conforme o modelo. Cada posição tem vantagens e desvantagens.
Às vezes, o lago já está pronto e é preciso adaptar a solução, como no filtro para lagos de 2.000 litros (FKA-20). Em outros casos, a bomba fica dentro do próprio filtro, como no filtro para lagos de 10.000 litros (FKA-100).
Nesse segundo modelo, a água entra no filtro por gravidade, através de um skimmer. Para muitos especialistas, esse é o melhor método. Isso porque ele mantém a superfície do lago livre de pó, folhas, pólen e algas mortas.
Em lagos muito profundos, no entanto, também é preciso sugar a água pelo fundo. Por isso, antes de pensar no filtro, é preciso projetar bem o lago, considerando a circulação e a captação da água.
Filtros oclusivos: o limite dos modelos comuns
A maioria dos filtros vendidos no Brasil usa um método simples de filtragem física. A água passa por um material filtrante, como matala, manta de poliéster ou espuma, e a sujeira fica presa nele até saturar.
Quando o material satura, é preciso trocar ou lavar. O problema é que a lavagem manual ou a retrolavagem limpam só a superfície. As bombas de lago trabalham com vazão, não com pressão, e não conseguem limpar o interior da matala nem os poros das espumas.
Por isso, esses filtros são chamados de oclusivos: com o tempo, eles se fecham. Mesmo assim, funcionam bem em lagos menores.
Lagos grandes e com muitos peixes
Em lagos maiores ou com muitos peixes, o filtro para lagos precisa ser pensado de outra forma. Além do volume, o tipo de peixe muda bastante a capacidade necessária.
Por exemplo, carpas e kinguios têm tamanho parecido. Mesmo assim, as carpas precisam de cerca de 50% a mais de mídia biológica.
Por que a filtragem biológica é essencial
As carpas eliminam amônia diretamente pelas brânquias, como resíduo do metabolismo. Além disso, a água recebe urina, fezes e restos de ração.
Tudo o que é orgânico e cai no lago também vira amônia ao se decompor. Isso inclui folhas, raízes, pólen, insetos mortos e fezes de pássaros. E a amônia é muito tóxica para os peixes.
Uma dica: folhas costumam boiar por 15 a 24 horas antes de afundar. Retire-as nesse intervalo. Elas também podem entupir o pré-filtro da bomba, então vale usar um protetor de bomba.
Em outras palavras, os peixes vivem no meio dos próprios resíduos. Por isso, o filtro funciona como uma estação de tratamento de esgoto do lago, e esse trabalho acontece na parte biológica.
Essa parte precisa ter espaço para crescer. Se você colocar mais peixes, vai precisar de mais mídia biológica, ou de soluções como as pedras biológicas. Caso contrário, o filtro não dá conta e a amônia e o nitrito sobem, o que pode ser fatal para os peixes.
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