O hidrociclone é um dos sistemas de filtragem menos usados em lagos. Isso porque muitos modelos do mercado não são bem projetados. No hidrociclone, o controle do fluxo de água é decisivo, e um bom projeto faz toda a diferença.
Como funciona o hidrociclone
A água entra de lado numa câmara cônica e começa a girar, até formar um redemoinho (vórtice).
Com o fluxo certo, os resíduos se juntam no centro do vórtice e afundam até uma área de coleta. Isso acontece porque os resíduos são mais densos que a água.
Por outro lado, se o fluxo estiver forte demais, o vórtice levanta os resíduos, como um tornado. Então, ele os empurra para as laterais e, depois, para a próxima etapa do filtro.
A saída da água
Como em todo sistema, a água passa pelo filtro e volta ao lago. No hidrociclone, porém, o jeito como a água sai também afeta a eficiência. Por isso, há duas formas recomendadas:
- um cano no centro da lateral da câmara, logo abaixo do nível da água, que capta a água do meio da coluna;
- ou uma calha externa, para onde a água da superfície transborda.
O fluxo de água ideal
O fluxo ideal fica entre 12.000 e 17.500 litros por hora para cada metro quadrado de superfície da câmara, em hidrociclones com mais de 1 m de profundidade.
Abaixo de 1 m de profundidade, o hidrociclone só funciona com fluxo reduzido. Mas, nesse caso, ele perde a vantagem e passa a render o mesmo que as escovas filtrantes.
Exemplo de cálculo
Um hidrociclone de 0,90 m de diâmetro tem cerca de 0,64 m² de superfície (π x 0,45²). Assim, usando a média de 15.000 L/h por m², o fluxo seria de cerca de 9.500 litros por hora.
Ainda assim, essa taxa varia de um lago para outro. Em geral, fluxos mais lentos rendem mais, mas vale testar até achar o melhor resultado. Quer ajuda para dimensionar? Fale com a gente no WhatsApp.




